domingo, 8 de fevereiro de 2015

MALCOLM DE CHAZAL (Ilha Maurício - 1902-1981): ALGUMA TRADUÇÃO MINHA DE POEMA



O poeta, ensaísta e tradutor Claudio Willer me convenceu. Tentarei fazer uma transfusão de algumas de minhas postagens mais relevantes no facebook para este blog, no intuito de não perde-las com o tempo. Aproveitarei, também, em alguns casos, para completar informações, ampliar o conteúdo. Vamos, pois, a MALCOLM DE CHAZAL.



O irmão de um de seus antepassados (Aimé Chazal), um certo François de Chazal, foi Rosacruz, no final do século XVIII. O próprio Malcolm de Chazal possuía uma visão do mundo impregnada de misticismo e, claro sofreu grande influência da formação recebida na Igreja da Nova Jerusalém. Com 16 anos, ele acompanha seu irmão a Bâton-Rouge, capital do estado americano da Luisiana e lá estuda as técnicas da indústria açucareira, tendo obtido o diploma de engenheiro agrônomo. Após ter trabalhado alguns meses em Cuba, ele retorna à sua ilha natal em 1925. Ele trabalha alguns anos na indústria do açúcar e na indústria têxtil. Mais tarde, ele se torna funcionário do serviço de telecomunicações, onde se aposenta em 1957. Sua passagem pela indústria rende a ele 3 obras sobre economia política. Em seguida, seus questionamentos pessoais o levam a escrever obras referentes a seus pensamentos, em seguida textos de natureza mais estritamente filosófica. Ele também se aventura na pintura de estilo naïf.

Na literatura, ele é conhecido sobretudo pela sua obra “Sens plastique”, publicada na França, pelas edições Gallimard, em 1948. Em um primeiro momento, influenciado pelos Surrealistas, Malcolm de Chazal sempre se recusou a ser considerado como um deles (como havia proposto André Breton). "Seus plastique" causou enorme repercussão também em outros escritores como Georges Bataille, Jean Paulhan, Francis Ponge e também em alguns pintores como Georges Braque e Jean Dubuffet.


Todos os azuis
Que
Têm frio
Se aninham
No
Branco.

XX

Tous les bleus
Qui
Ont froid
Se blottissent
Dans
Le blanc.

XX

A água
Que
Jogávamos
No fogo
Teve
Uma
Convulsão.

XX

L’eau
Qu’on
Jetait
Dans
Le feu
Eut
Une
Convulsion.

XX

Se o ar
Não
Se tornasse
Borboleta
Como
A borboleta
Poderia
Voar
No
Ar?

XX

Si l’air
Ne
Devenait
Papillon
Comment
Le papillon
Pourrait-il
Voler
Dans
L’air ?

XX

O
Penico
É
A república
Das nádegas.

XX

Le
Pot de chambre
C’est
La république
Des fesses.

XX

O mar
Quando
Chove
Crê
Ter
Parido
A praia.

XX

La mer
Quand
Il pleut
Croit
Avoir
Enfanté

La plage.

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